Este episódio é frequentemente representado na história da arte cristã, simbolizando a Ressurreição de Cristo e dos mortos após o Julgamento Final. O momento escolhido centra-se no instante crítico da narrativa, quando Jesus pronuncia as palavras que trarão Lázaro de volta à vida: «Lázaro, sai para fora» (Jo 11,43).
António de Medeiros e Almeida adquire este óleo em 1955, então atribuído a Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669). Em 1991, uma análise conclui que a obra pertence ao atelier de Rembrandt. Posteriormente, em 2000, o Prof. Dr. Ernst van de Wetering, diretor do Rembrandt Research Project, classifica-a como «uma das melhores pinturas de J. W. de Wet, com influências muito interessantes de Rembrandt».
Jacob de Wet I, também conhecido como Jacob de Wet, o Velho, ou Jacob van Wetten, dedica-se sobretudo a temas bíblicos e mitológicos, mas produz também obras históricas e de género. Alguns autores sugerem que De Wet poderá ter estudado no atelier de Rembrandt, dado o impacto evidente do mestre na sua pintura. No entanto, esta influência pode ter chegado apenas através da observação da obra de Rembrandt, prática comum entre os artistas da época.
Para mais informações consulte a peça em destaque de março de 2018.
Jacob Willemsz. de Wet (c.1610 - depois de 1677)
Haarlem (Holanda)
c.1642
Óleo sobre madeira de carvalho
63 x 50,5 cm
Adquirido a Dorothy Hart, Sussex, (Inglaterra) 1955
FMA 330