Nascida em Haia, Anna Ruysch mudou-se com a família para Amesterdão, durante a infância, onde o seu pai se tornou famoso médico anatomista, botanista e se dedicou ao desenho científico de espécies botânicas e insetos. Juntamente com a sua irmã mais velha, Rachel (1664-1750), Anna terá aprendido pintura com Willem van Aelst (1627-1683), renomado pintor de naturezas-mortas nesta cidade. A pintora terá sofrido estas duas influências, dedicando-se também ela à natureza-morta de flores e frutos.
Na Holanda do século XVII, este género pictórico teve grande sucesso. A chegada de inúmeras espécies botânicas vindas de além-mar, a simbologia implícita, a capacidade financeira de uma burguesia comercial que permitia a aquisição e a fruição estética popularizaram este tipo de natureza-morta.
Estas duas pinturas são semelhantes. Note que, por vezes, coexistem flores que não desabrocham na mesma época, fruto da criatividade da autora.
Não tendo assinado os seus trabalhos e sendo estes muito próximos dos de sua irmã, apenas é possível a atribuição da autoria por aproximação formal e estética.
Para mais informações consulte a peça em destaque de fevereiro de 2017.
Anna Ruysch (1666-depois de 1741) – atrib.
Amesterdão (Holanda)
1685-90
Óelo sobre tela
54 x 45 cm
Casa Liquidadora Leiria & Nascimento Lda., Porto, 1946
FMA 465 / FMA 466