Guanyin, divindade budista chinesa, é conhecida como a deusa da misericórdia, compaixão, piedade e perdão. Representa uma das figuras mais populares do panteão budista e uma manifestação do budismo tibetano. Este exemplar combina biscuit (cerâmica não vidrada) com esmaltes da paleta sancai — verde, amarelo e castanho-magenta — resultando numa escultura rara.
Os artesãos chineses desenvolveram a técnica sancai na dinastia Tang, por volta de 700, e retomaram-na nas dinastias Ming e Qing, sobretudo durante o reinado de Kangxi (1662-1722). Apesar de existirem muitas representações de Guanyin, poucos exemplares seguem o modelo montanha-altar. Estes altares pequenos destinavam-se à devoção privada em lares budistas e taoistas. Alguns chegaram à Europa como peças de luxo exótico, apreciadas por colecionadores.
Os ateliers chineses produziram principalmente peças para literatti, os eruditos, e para o culto budista. Graças aos avanços tecnológicos nos fornos de Jingdezhen, conseguiram criar peças de execução complexa, incluindo o altar que integra a Coleção do museu.
Para mais informações consulte a peça em destaque de fevereiro de 2021.
Fornos de Jingdezhen
China, província de Jiangxi
Dinastia Qing, período Kangxi
1662-1722
Biscuit pintado com esmaltes sancai
23,2 x 14,9 x 6,5 cm
Desconhecida
FMA 5067